sábado, 10 de dezembro de 2016

10 de dezembro dia de São Melquíades,Papa e Mártir.

10/12 Sábado
Festa de Quarta Classe
Paramentos Roxos


   São Melquíades (em grego: Μελχιάδης ὁ Ἀφρικανός), também conhecido por Milcíades, Miltíades ou Melquíadas, foi papa entre 2 de julho de 311 até 10 de janeiro de 314.
             Sucessor de Santo Eusébio Melquíades era natural da África e assumiu o trono pontifício em Roma em 311, após o imperador Maxêncio ter exilado Eusébio para a Sicília. Durante seu pontificado, em outubro de 312 dC, Constantino derrotou Maxêncio e assumiu o controle de Roma. Constantino deu ao papa o Palácio Laterano, que se tornou a residência papal e sede do Governo cristão. Logo no início de 313 dC, Constantino e seu companheiro imperador Licínio chegaram a um acordo no Edito de Milão, indicando que eles iriam garantir a liberdade dos cristãos e restaurar as propriedades eclesiásticas.
           Também em 313 dC, Melquíades presidiu um Sínodo Laterano em Roma que inocentou Cecílio e condenou Donato (cisma do Donatismo)  como um cismático. Ele foi então convidado para o Concílio de Arles, mas entregou sua alma Deus antes de poder participar.
         
  O Donatismo (cujo nome advém de Donato de Casa Nigra, bispo da Numídia e posteriormente de Cartagopor volta de 332) um dos primeiros grandes movimentos cismático, esse movimento iniciou-se no período de perseguição do imperador romano Diocleciano. que afirmou que a eficácia dos sacramentos dependia do caráter moral do ministro. Em outras palavras, se um ministro envolvido em um pecado grave para batizar uma pessoa, que o batismo foi considerado inválido.Donatismo desenvolvido como resultado da perseguição dos cristãos ordenadas por Diocleciano em 303 em que toda a igreja e as escrituras cristãs foram destruídas. Outro edito proclamado em 304 ordenava os cristão queimasem incensos para os ídolos deuses do Império Romano para mas com firmesa os cristãos, recusaram. Maus cristãos entregaram textos sagrados aos seus perseguidores e ainda traiam outros cristãos entregando aos Romanos. Essas pessoas eram conhecidos como "cristãos" traditores que traíram outros cristãos.
  Na consagração do Bispo Cecílio de Cartago, em 311, Felix, um dos três bispos da Aptunga, que consagrou Ceciliano, tinha cópias da Bíblia para os perseguidores romanos. Um grupo de cerca de 70 bispos formaram um sínodo e declarou inválida a consagração do bispo. Um grande debate surgiu sobre a validade dos sacramentos (batismo, a Santa Missa, etc.)
     Após a morte de Ceciliano, Aelius Donatus o grande bispo de Cartago se tornou lider do movimento é chamado os donatistas estavam fazendo "convertidos" para sua causa e assim que surgiu a divisão dentro da Santa Igreja Católica. Eles começaram a mudar o nome de seus "convertidos", que era particularmente problemática para a Santa Igreja e foram condenado no Sínodo de Arles em 314 desde basicamente e como dito, a autoridade.
    A questão surgiu donatismo em muitos concílios ecuménicos e finalmente sofreu imperador Constantino em 316. Em cada caso, a consagração do Bispo Cecílio foi defendida. No entanto, a perseguição começou e por 350 anos, o movimento ganhou muitos convertidos incluindo igreja ortodoxa incontáveis ​​na África. Mas apologética foi conduzido por Agostinho virou o nó contra o movimento donatista que, para o próximo século, tinha morrido.
    O problema com donatismo não era ou não era a pessoa moralmente puro como a eficácia da administração do batismo e a Santa Missa não é perdido se o caráter moral do ministro é questionado ou se está demonstrado que é culpado . Em vez disso, os sacramentos são potentes, pelo que são representações visíveis de realidades espirituais. Deus está trabalhando neles e através deles e Ele não é limitado pelo status moral de quem administra exemplo abaixo.

Todos as missões feitas pelo Bispo Judas Iscariotes foram validas:Foi escolhido como um dos 12 apóstolos validadamente e pelo próprio Nosso Senhor Jesus Cristo, sendo apresentado, na listagem dos seus nomes, sempre em último lugar (Mateus 10:2-4; Marcos 3:16-19; Lucas 6:13-16). Mais tarde, ele tornou-se infiel e iníquo, conforme apresentado no Novo Testamento. Era o encarregado da bolsa do dinheiro dos apóstolos: «tendo a bolsa, tirava o que nela se lançava» (João 12:6). Teria demonstrado exteriormente a sua fraqueza na cena da unção com óleo perfumado em Betânia, onde testemunhou que estava mais apegado ao dinheiro do que propriamente aos gestos concretos com que Jesus demonstrava a sua missão (João 12:1-6).

   Essa é dura realidade do Modernismo dentro da Santa Igreja Catolica infiltrada por Varios Judas que traem a cada istante pura Dotrina Tradicional Nosso Senhor Jesus. Estes"cristãos" traditores que traíram também os fiéis cristãos que defendem a sã Doutrina de Sempre.
    Rezemos ao Papa São Melquíades interceda por nós na grande e ultima luta pelo Reino de Nosso Senhor e de Maria Santíssima. 

Leitura da Epístola


Romanos 15, 4-13

4 Ora, tudo quanto outrora foi escrito, foi escrito para a nossa instrução, a fim de que, pela perseverança e pela consolação que dão as Escrituras, tenhamos esperança. 5 O Deus da perseverança e da consolação vos conceda o mesmo sentimento uns para com os outros, segundo Jesus Cristo, 6 para que, com um só coração e uma só voz, glorifiqueis a Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo. 7 Por isso, acolhei-vos uns aos outros, como Cristo nos acolheu para a glória de Deus. 8 Pois asseguro que Cristo exerceu seu ministério entre os incircuncisos para manifestar a veracidade de Deus pela realização das promessas feitas aos patriarcas. 9 Quanto aos pagãos, eles só glorificam a Deus em razão de sua misericórdia, como está escrito: Por isso, eu vos louvarei entre as nações e cantarei louvores ao vosso nome (II Sm 22,50; Sl 17,50). 10 Noutro lugar diz: Alegrai-vos, nações, com o seu povo (Dt 32,43). 11 E ainda diz: Louvai ao Senhor, nações todas, e glorificai-o, todos os povos (Sl 116,1)! 12 Isaías também diz: Da raiz de Jessé surgirá um rebento que governará as nações; nele esperarão as nações (Is 11,10). 13 O Deus da esperança vos encha de toda a alegria e de toda a paz na vossa fé, para que pela virtude do Espírito Santo transbordeis de esperança! 


Sequência do Santo Evangelho


São Mateus 11,2-10

2 Tendo João, em sua prisão, ouvido falar das obras de Cristo, mandou-lhe dizer pelos seus discípulos: 3 Sois vós aquele que deve vir, ou devemos esperar por outro? 4 Respondeu-lhes Jesus: Ide e contai a João o que ouvistes e o que vistes: 5 os cegos vêem, os coxos andam, os leprosos são limpos, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam, o Evangelho é anunciado aos pobres... 6 Bem-aventurado aquele para quem eu não for ocasião de queda! 7 Tendo eles partido, disse Jesus à multidão a respeito de João: Que fostes ver no deserto? Um caniço agitado pelo vento? 8 Que fostes ver, então? Um homem vestido com roupas luxuosas? Mas os que estão revestidos de tais roupas vivem nos palácios dos reis. 9 Então por que fostes para lá? Para ver um profeta? Sim, digo-vos eu, mais que um profeta. 10 É dele que está escrito: Eis que eu envio meu mensageiro diante de ti para te preparar o caminho (Ml 3,1). 

Viva Cristo Rei e Maria Rainha.

Rezem todos os dia Santo Rosário.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

09 de dezembro dia de Santa Leocádia, virgem e mártir

09/12 Sexta-feira
Festa de Quarta Classe
Paramentos Roxos



Santa Leocádia, virgem e mártir.(+ Toledo, 304)

         Era jovem, bela e de nobre fa­mília. Cristã fervorosa foi presa durante a perseguição de Diocle­ciano. Confessou . É padroeira da cidade de Toledo, na Espanha. Deu testemunho da fé durante a perseguição de Diocleciano. Era uma mulher bonita, nobre e possuidora de grande fortuna. Denunciada por ser cristã, foi presa e levada ao tribunal. “Foi interrogada, confessou com firmeza sua fé em Jesus Cristo, foi torturada atrozmente e sem se quebrantar  atormentaram-na, depois de torturada, foi lançada numa prisão. Com as unhas, fez uma cruz na parede, vindo a falecer no dia 9 de dezembro de 304 recebeu a palma do martírio;e Deus concedeu-lhe a coroa”. Os cristãos de Toledo construíram-lhe três igrejas: uma no lugar onde nasceu; outra, no lugar onde foi presa; e a terceira, no lugar onde teve a sua sepultura.



São João (JuanDiego Cuauhtlatoatzin 1474-1548

JUAN DIEGO nasceu em 1474 em Cuauhtitlan (México). O seu nome era Cuauhtitlantoadzin; baptizado em 1524, com 50 anos de idade, mudou o nome para Juan Diego segundo o hábito dos missionários que davam o nome de João a todos os baptizados, acrescentando-lhe outro particular, neste caso Diogo, conservando entretanto o nome indígena.
O seu baptismo foi fruto de uma convicção profunda, mudando o seu pensamento, o seu ser e o seu modo de vida pagã. Também se batizaram alguns dos seus parentes, entre os quais um tio a quem foi dado o nome de João Bernardino e sua esposa recebeu o nome de Maria Lúcia. O missionário responsável pela evangelização e catequização desta tribo foi o franciscano Frei Toríbio de Benavente. Juan Diego tornou-se um cristão piedoso e fazia um percurso de vinte quilómetros, na ida e volta, para participar na Santa Missa em Tlatelolco.   Aproveitava estas celebrações para aumentar a sua instrução religiosa e, ao mesmo tempo, venerar a Virgem Santíssima Mãe de Jesus. Isto revela a profundidade da sua fé e Juan Diego começou a ser conhecido como homem Virtuoso, de intensa espiritualidade, amigo da oração e concentrado na meditação dos mistérios religiosos.
   Tido como peregrino e, ao mesmo tempo, solitário, a sua fé era vivida com fervor até ao sacrifício. Pobre e humilde, fugindo às honras, nada amigo da confusão, demonstrou sempre uma atitude positiva perante os novos valores cristãos, onde a pureza de vida ganhou uma forma original, pois casou com Maria Lúcia, outra cristã, de quem ficou viúvo pouco depois. Constava que viviam como irmãos, fruto da sua livre escolha.
  Nesta ocasião, vivia em Tulpetlac, perto do seu tio, com quem permaneceu após a morte da sua esposa, ajudando-o nos trabalhos do campo.
  A 9 de Dezembro de 1531, Juan Diego dirigia-se como de costume à celebração Santa Missa quando, em Tepeyac, ouviu uma voz que o chamava como se há muito o conhecesse e o esperasse, convidando-o para lhe falar e confiar uma missão. Ouviu:  “Juanito, Juan Dieguito!”. Olha o céu azul e vê uma Senhora que o convida a aproximar-se e entre eles estabelece-se um pequeno diálogo.
  “Juanito, o mais pequeno dos meus filhos, onde vais?”.
  “Senhora, minha pequena, vou a tua casa, na cidade, para participar nas coisas divinas e aprender os ensinamentos que nos dão os nossos sacerdotes,  delegados do nosso Senhor”.
  “Quero que tu, o mais pequeno dos meus filhos, saiba que eu sou a sempre Virgem Maria, Mãe do verdadeiro Deus, Aquele que cria todas as coisas, dá a vida e é Senhor do céu e da terra. Eu sou também a vossa Mãe, cheia de misericórdia, e por isso desejo vivamente que aqui me seja construído um templo, para que nele possa mostrar o meu amor, a minha compaixão, dar-te ajuda e defesa a ti, aos habitantes deste lugar, a todos os meus devotos que me invocam e têm confiança em mim. Neste lugar, quero ouvir os seus lamentos, vir ao encontro de todas as suas misérias, sofrimentos e dores. Agora, para realizar quanto deseja a minha benignidade, deves ir à casa do prelado do México para lhe dizer que sou Eu que te envio. Manifestar-lhe-ás o meu desejo de ter aqui um templo na esplanada. Presta atenção para lhe dizer tudo quanto viste e ouviste. Prometo-te a minha protecção, far-te-ei feliz e dar-te-ei uma grande recompensa por este dever difícil que te confio. Agora que conheces a minha vontade, meu filho tão pequenino, vai e põe nisto toda a tua diligência”.
    Ele inclinou-se diante da Senhora e disse-lhe: 
“Minha Senhora, vou fazer já o que me mandas. Eu sou o teu humilde servo. Vou-me embora”.
  Juan Diego chega à casa do bispo, a quem expõe as palavras da Senhora, mas ele, desconfiando da ingenuidade destas palavras, pede um sinal daquilo que aconteceu. Volta ao lugar da visão e expõe à Senhora o seu conflito interior: 
“Senhora, minha pequena, a mais pequena das minhas filhas, fui cumprir as tuas ordens e cheguei com algumas dificuldades a falar com o homem indicado, expondo-lhe a tua vontade como me tinhas ordenado. Não o posso negar:  fui recebido dignamente e ouvido com atenção, mas pelas palavras de resposta, tive a impressão de não ter sido acreditado. Ele recomendou-me que voltasse, para indagar sobre as intenções da minha visita. Compreendi, porém, claramente que ele considera a proposta da construção de uma igreja mais como uma minha invenção do que uma ordem tua. E agora eu peço-te, minha Senhora e minha pequena, para que ele nos acredite, que Tu dês esta missão a outra pessoa, a alguém que seja uma personalidade conhecida, respeitada e bem vista. Eu sou um pobre homem, um ser que nada vale, alguém insignificante, uma simples folha, e Tu, Senhora, minha pequena, a mais pequena das minhas filhas, mandas-me a um lugar aonde eu não tenho o costume de ir e muito menos de permanecer. Senhora, minha patroa, assim, sou um peso e nada poderei fazer”.
   Sempre sorridente e amável, a Senhora respondeu-lhe: 
“Escuta meu filho, o mais pequeno de todos, e sabe que muitos são os meus devotos e servidores, a quem eu poderia confiar o encargo de levar a minha mensagem para realizar o desígnio que tenho em mente. Mas a minha escolha já foi feita. Eu quero que sejas tu mesmo a colaborar comigo, para atingir a minha finalidade. Então, meu filho, o mais pequeno de todos, eu recomendo-te e até te ordeno categoricamente que tu, já amanhã, voltes a ver o prelado. Fala-lhe em meu nome e diz-lhe com franqueza que é minha vontade que o templo se construa. Repete-lhe, ainda, que sou Eu mesma a mandar-te, a sempre Virgem Maria, Mãe de Deus”.
Juan Diego volta à casa do prelado, Frei João de Zumárraga, que lhe pede um sinal. Fez-lhe várias perguntas, a que ele respondeu com exactidão, não deixando dúvidas de que era verdadeiramente a Santíssima Virgem que lhe tinha falado.
Juan Diego não perdeu a coragem e perguntou-lhe: 
“Senhor, se me dás a saber que sinal queres, eu corro já a pedi-lo à Senhora do Céu que me enviou aqui”.
Logo que ele saiu, Frei João de Zumárraga mandou que alguns dos seus criados o seguissem, vissem por onde andava e com quem se encontrava para falar, mas a uma certa altura Juan Diego desapareceu e eles não o puderam encontrar.
É  então  que  acontecerá  o  dia dos “sinais”.
Chegando à casa do tio, encontrou-o muito doente, deitado na sua rede, em estado febril e com a pele cheia de manchas vermelhas e toda banhada de sangue. Era a peste. Foi à procura de um médico. Encontrou-o no dia seguinte, mas quando lhe explicou como estava o tio, ouviu uma palavra “Cocolitzi”, a terrível peste dessa época.
Humanamente, era incurável, dado o estado em que o enfermo se encontrava. João Bernardino piorava a olhos vistos e, como bom cristão, pediu ao sobrinho  que fosse a Tlatelolco para procurar um sacerdote, a fim de que o confessasse e com ele rezasse.
Juan Diego partiu dividido entre dois deveres:  encontrar-se com a Senhora e chamar o sacerdote. Os dois compromissos estavam em colisão nesse momento. Que fazer? Qual deles escolher? E pensava:  “Se vou encontrar a Senhora, para receber o sinal prometido, sem dúvida será preciso algum tempo, enquanto o meu tio permanece à espera, e não pode aguardar muito tempo. Penso que o meu principal dever, agora, é chamar o sacerdote”.
Mas olha para a montanha, pensando no tio e na Senhora. Eis que Ela vem ao seu encontro e diz:  “O que é, meu filho tão pequeno, onde vais?”.
“Senhora, minha filha, a mais pequena das minhas filhas, vejo que te levantaste muito cedo e desejo que estejas bem. Como desejaria que estivesses contente! Mas devo dar-te uma má notícia:  o meu tio, teu servo, está muito mal, ferido pela peste e já em agonia. Devo ir a toda a pressa à casa da tua cidade, para chamar um dos sacerdotes amados pelo nosso Senhor, para que vá consolá-lo e ajudá-lo a morrer bem. Cada um de nós, desde que nasce, é destinado à morte. Agora, minha Senhora e minha pequena, devo ir primeiro cumprir esta obrigação. Depois, voltarei aqui para receber a tua mensagem. Perdoa-me, tem paciência comigo! Eu não te engano, minha Filha pequenina.  Logo  que  for  possível, voltarei, amanhã”.
A Senhora fixava nele o seu olhar com particular intensidade. Juan Diego estava ajoelhado, de rosto voltado para Ela, com o seu manto branco envolvendo o seu ombro direito, com as mãos juntas, em atitude de súplica.
A Senhora disse-lhe amavelmente: 
“Escuta, meu filho, o mais pequenino dos meus filhos e procura compreender bem. O teu coração está perturbado mas não te aflijas por uma coisa de nada.  Nenhum deste género de males deve ser para ti um motivo de preocupação. Estou aqui, sou a tua Mãe. Estás sob a sombra da minha protecção. Eu sou a tua salvação. Tu estás no meu coração. De que tens, ainda, necessidade? Não sofras mais por isto. Quanto ao teu tio, sabe uma coisa:  ele não morrerá desta doença. Assim, não há nenhuma necessidade de médico, já está curado”.
Ao ouvir estas palavras, Juan Diego sentiu o seu coração cheio de felicidade. Não duvidou de modo algum, sentindo-se como uma criança, abandonada nos braços da sua mãe. Nem sequer lhe pediu para ir ver o seu tio. Ficou à sua completa disposição.
A Senhora mandou que fosse à montanha, onde se tinham dado as primeiras três aparições, e disse-lhe: 
“No píncaro da colina, encontrarás a surpresa de flores desabrochadas. Só tens de as colher e de mas trazer aqui. Vai, espero por ti!”.
Juan Diego enfrentou a subida como se tivesse asas nos pés, dominado como estava pela alegria e por uma luz que invadia o seu coração e tinha dissipado todas as nuvens de tristeza. Ficou arrebatado com o espectáculo maravilhoso que se apresentava diante dele. Conhecia bem o lugar de rochas áridas, onde só cresciam cactos, espinhos, figos da Índia e moitas, talvez pudessem nascer alguns tipos de ervas daninhas na Primavera ou no Verão, mas não agora, quando o frio queimava todo o germe de vida.
Era o dia 12 de Dezembro. Ele olhou e viu o espectáculo de muitas flores desabrochadas e intenso perfume. Conhecia o índio aquelas rosas, rainha das flores, como naturais das culturas mexicanas? Eram as rosas, hoje conhecidas como a “beleza espanhola”, a que os mexicanos chamavam “rosa de Castela”, havia pouco chegada de além-mar.
Juan Diego colheu as rosas, pô-las no seu manto e decidiu caminhar para a casa do Bispo, levando consigo o “sinal” pedido. Levava ainda uma recomendação:  “Não mostres a ninguém o que tens no manto!”.
À chegada ao palácio episcopal, o mordomo e outro criados a quem expôs o pedido para falar com o Bispo, receberam-no como se não o tivessem ouvido, para ele desanimar e ir embora. Ele ali ficou à espera de ser recebido, sempre com o seu manto dobrado, para que ninguém visse o que trazia. Mas o perfume das flores acabou por complicar a situação. Todos queriam saber de onde vinha, e quando reconheceram as rosas de Castela, todos deitaram a mão ao manto para obter pelo menos uma flor. Momento difícil para Juan Diego, que tinha de defender o seu tesouro. Finalmente, foi recebido pelo bispo, a quem disse: 
“Senhor, exprimiste o desejo de receber um sinal para poderes acreditar em mim e dares início à construção do templo. Levei o pedido à minha Senhora, Santa Maria, Mãe de Deus, que não teve dificuldade em acolhê-lo. Hoje de manhã, mandou-me subir ao cimo da colina, onde a tinha visto noutras vezes, com o encargo de colher ramos de flores. Mesmo sabendo que aquilo não era um jardim, mas um lugar cheio de espinhos, fui da mesma forma. E encontrei como que um jardim do paraíso, muitas flores cintilantes, molhadas pelo orvalho. Ela recomendou-me que voltasse aqui, para as trazer só a ti, como o sinal que pediste, para que te convenças de que vim por sua ordem, e decidas fazer a sua vontade. As flores estão aqui comigo:  ei-las!”.
Naquele instante, todos abriram a boca de espanto e o Bispo ajoelhou-se, juntou as mãos diante do índio que, por sua vez, se tinha levantado. Parecia que se invertiam as posições.
Para surpresa de todos, o “sinal” das flores colhidas fora da estação era ultrapassado por um prodígio impensável. No manto simples (“tilma”) de Juan Diego aparecia impressa em todo o seu comprimento a imagem da Virgem Santa com o seu rosto de mansidão, mãos juntas, com a túnica cor de rosa até aos pés, o manto azul e dois grandes olhos brilhantes que pareciam vivos.
A exemplo do Bispo todos ajoelharam, perturbados e, ao mesmo tempo, cheios de alegria, com o sentido de viva devoção, acompanhados pelas lágrimas de muitos. Foi o próprio prelado a interromper o silêncio, para pedir perdão a Maria por ter sido tão hesitante em acolher o sinal da sua vontade. Depois, levantou-se e, desatando o nó do manto no ombro de Juan Diego, tirou-lhe a túnica onde até hoje está impressa a imagem sagrada, para a colocar num lugar de honra, no seu oratório particular.
A partir de então, Juan Diego teve de aceitar o convite para permanecer no palácio episcopal como hóspede de honra.
Em breve, começaram as obras de construção de uma pequena ermida, que foi sendo sempre renovada até chegar à actual Basílica, inaugurada em 1976. Na inauguração da ermida primitiva, participaram muitos fiéis, inclusivamente Hernán Cortés, então governador espanhol, também ele curado (de uma mordedura de um escorpião) por intercessão de Maria. Arrastou idosos e jovens, que participaram da veneração da Santíssima Virgem.
 Juan Diego morreu no dia 3 de Junho de 1548, com 74 anos de idade.
Considerava-se como propriedade da Virgem Maria, com Ela percorrendo os caminhos para a  santidade. Em 1566, esse lugar começou a chamar-se Guadalupe, da raiz etimológica indígena Cuatlaxupeh. Hoje a devoção à Senhora corre o mundo; por toda a parte é conhecida a Senhora de Guadalupe,  Padroeira do México e do Continente americano. A sua imagem esteve presente na batalha de Lepanto. Maria começa, então, a ser invocada como Rainha da Vitória e Auxílio dos Cristãos, assumindo um significado de esperança e de promessa.



Leitura da Epístola

Romanos 15, 4-13
4 Ora, tudo quanto outrora foi escrito, foi escrito para a nossa instrução, a fim de que, pela perseverança e pela consolação que dão as Escrituras, tenhamos esperança. 5 O Deus da perseverança e da consolação vos conceda o mesmo sentimento uns para com os outros, segundo Jesus Cristo, 6 para que, com um só coração e uma só voz, glorifiqueis a Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo. 7 Por isso, acolhei-vos uns aos outros, como Cristo nos acolheu para a glória de Deus. 8 Pois asseguro que Cristo exerceu seu ministério entre os incircuncisos para manifestar a veracidade de Deus pela realização das promessas feitas aos patriarcas. 9 Quanto aos pagãos, eles só glorificam a Deus em razão de sua misericórdia, como está escrito: Por isso, eu vos louvarei entre as nações e cantarei louvores ao vosso nome (II Sm 22,50; Sl 17,50). 10 Noutro lugar diz: Alegrai-vos, nações, com o seu povo (Dt 32,43). 11 E ainda diz: Louvai ao Senhor, nações todas, e glorificai-o, todos os povos (Sl 116,1)! 12 Isaías também diz: Da raiz de Jessé surgirá um rebento que governará as nações; nele esperarão as nações (Is 11,10). 13 O Deus da esperança vos encha de toda a alegria e de toda a paz na vossa fé, para que pela virtude do Espírito Santo transbordeis de esperança! 

Sequência do Santo Evangelho

São Mateus 11,2-10
2 Tendo João, em sua prisão, ouvido falar das obras de Cristo, mandou-lhe dizer pelos seus discípulos: 3 Sois vós aquele que deve vir, ou devemos esperar por outro? 4 Respondeu-lhes Jesus: Ide e contai a João o que ouvistes e o que vistes: 5 os cegos vêem, os coxos andam, os leprosos são limpos, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam, o Evangelho é anunciado aos pobres... 6 Bem-aventurado aquele para quem eu não for ocasião de queda! 7 Tendo eles partido, disse Jesus à multidão a respeito de João: Que fostes ver no deserto? Um caniço agitado pelo vento? 8 Que fostes ver, então? Um homem vestido com roupas luxuosas? Mas os que estão revestidos de tais roupas vivem nos palácios dos reis. 9 Então por que fostes para lá? Para ver um profeta? Sim, digo-vos eu, mais que um profeta. 10 É dele que está escrito: Eis que eu envio meu mensageiro diante de ti para te preparar o caminho (Ml 3,1). 

Viva Cristo Rei e Maria Rainha.

Rezem todos os dia Santo Rosário.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

08 de dezembro dia da Festa da Imaculada Conceição

08/12 Quinta-feira
Festa de Primeira Classe
Paramentos Brancos


  A Imaculada Conceição é dogma, a Concepção da Virgem Maria sem mancha ("macula" em latim) do pecado original. O dogma diz que, desde o primeiro instante de Sua existência, a Virgem Maria foi preservada por Deus, da falta de graça santificante que aflige a humanidade, porque Ela estava cheia de graça divina. Também professa que a Virgem Maria viveu uma vida completamente livre de pecado. Foi solenemente definida como dogma pelo Papa Pio IX em sua bula Ineffabilis Deusem 8 de Dezembro de 1854.
  A alma, ou o Coração Imaculado de Maria no mistério da Imaculada Conceição é puro, e sem mácula, destituído entretanto de qualquer adorno; antes se assemelha com um vaso riquíssimo transbordando de todas as espécies de tesouros e preciosidades da ordem sobrenatural; obra-prima de Deus, maravilhosa da terra e do céu, da natureza e da graça de Deus e a complacência do divino artífice Seu Criador. 
  A Imaculada Conceição projeta raios de luz em todas as direções: raios de glorificação a Deus, sobre a SS. Trindade, cuja essência e bondade tão admiravelmente revela; raios de louvor e honra sobre Maria, cujas prerrogativas e santidade tão prestigiosamente desvenda; raios de bênção, de graças e de consolações para o mundo, tão necessitado de uma Mãe e poderosa protetora.
 Na Imaculada Conceição encontramos o auxílio para adquirir esta graça e a conservar. É para nós o penhor da esperança, da consolação, do conforto e da vitória, como o tem sido para a humanidade desde o princípio da sua existência. À Virgem Imaculada recorramos, quando a tentação de nós se aproxima. Neste sinal, terrível que é para o inferno, e para nós prometedor, teremos a vitória final e a salvação. 

“Tota pulchra es Maria, et macula originalis non es in te”. - Toda sois formosa, sem a mancha do pecado original.

Sacramentais relacionados com a Imaculada Conceição da Santíssima Virgem:


Medalha Milagrosa: “Ó Maria Concebida Sem Pecado, rogai por nós que recorremos a Vós."


Escapulário Verde: "Imaculado Coração de Maria rogai por nós agora na hora de nossa morte." 








Escapulário Azul: O Escapulário Azul teve sua origem com a aparição de Nossa Senhora Imaculada Conceição acontecida em dois de fevereiro de 1617 a Venerável Irmã Úrsula Benincasa, fundadora das irmãs Teatinas na cidade de Nápoles Itália. O Escapulário Azul é dado por Nossa Senhora a Irmã Úrsula com o breve pedido de difundi-lo entre todos os fiéis que creem em Sua proteção maternal e prometendo a todos que usarem com devoção os seguintes privilégios: 

1- Estarão todos cobertos pelo Seu manto Sagrado; 
2- Terão Sua defesa contra todas as armadilhas do inimigo que nos conduzem ao pecado; 
3- Indulgências plenárias e parciais, tanto na vida quanto na morte; 
4- Cura nas enfermidades;
5- Fortaleza de fé diante das dificuldades; 
6- Uma boa morte assistido pelos sacramentos da unção e reconciliação;
7- Sabedoria e a luz de Deus nos momentos difíceis; 
8- A defesa de Nossa Senhora no dia do julgamento final; 
9- Um escudo de graças contra todos os perigos; 
10- Sua eterna intercessão junto a Jesus e muitas outras graças. Esta Aparição vem preparar o mundo inteiro para a promulgação do dogma da Imaculada Conceição de Maria pela igreja em oito de Dezembro de 1854

Alguns Santos de Nossa Igreja usaram e propagaram esse Sacramental, onde destacamos três:
Santo Afonso Maria de Ligório – Santo intercessor da Associação Católica Pio XII, foi sem dúvida o maior promotor dessa Devoção Mariana, ele usava e ensinava aos seus discípulos como gozar das promessas de Nossa Senhora. Inclusive para quem já leu a obra Glórias de Maria, pode observar que ele escreve uma pequena reflexão sobre o Escapulário Azul na citada obra.
São Domingos Sávio - usava constantemente o Escapulário Azul, fundando em 08/06/1856 uma irmandade da Imaculada Conceição difundindo assim esta devoção ao Escapulário Azul.
Papa São Pio X  - o usava com muita devoção sobre o peito, sinal constante de seu amor a Maria.

Leitura da Epístola

Provérbios 8,22-35
22 O Senhor me criou, como primícia de suas obras, desde o princípio, antes do começo da terra. 23 Desde a eternidade fui formada, antes de suas obras dos tempos antigos.24 Ainda não havia abismo quando fui concebida, e ainda as fontes das águas não tinham brotado. 25 Antes que assentados fossem os montes, antes dos outeiros, fui dada à luz; 26 antes que fossem feitos a terra e os campos e os primeiros elementos da poeira do mundo. 27 Quando ele preparava os céus, ali estava eu; quando traçou o horizonte na superfície do abismo, 28 quando firmou as nuvens no alto, quando dominou as fontes do abismo, 29 quando impôs regras ao mar, para que suas águas não transpusessem os limites, quando assentou os fundamentos da terra, 30 junto a ele estava eu como artífice, brincando todo o tempo diante dele, 31 brincando sobre o globo de sua terra, achando as minhas delícias junto aos filhos dos homens. 32 E agora, meus filhos, escutai-me: felizes aqueles que guardam os meus caminhos. 33 Ouvi minha instrução para serdes sábios, não a rejeiteis. 34 Feliz o homem que me ouve e que vela todos os dias à minha porta e guarda os umbrais de minha casa! 35 Pois quem me acha encontra a vida e alcança o favor do Senhor. 

Sequência do Santo Evangelho

São Lucas 1, 26-28 
26 No sexto mês, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré, 27 a uma virgem desposada com um homem que se chamava José, da casa de Davi e o nome da virgem era Maria. 28 Entrando, o anjo disse-lhe: Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo.

Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dia Santo Rosário

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

07 de dezembro dia de Santo Ambrósio,Confessor, Bispo e Doutor.

07/12 Quarta-feira
Festa de Terceira Classe
Paramentos Brancos 

  Santo Ambrósio era, na verdade, gaulês, descendente de gregos como se pode inferir de seu nome e do de seu irmão, Urânio Sátiro. Nasceu em Tréveris (atual Trier, na Alemanha), onde seu pai exercia alta função na administração do Império Romano. Depois de residir em Roma por muito tempo, onde se encontrava entre as mais ricas e nobres famílias, seu pai foi posto por Constantino I à frente da prefeitura da Gália.  
  Com a morte do bispo Auxêncio, ariano, acirrou-se a disputa pela vaga entre arianos e católicos. Para assegurar a ordem na eleição, Ambrósio compareceu, pessoalmente, na qualidade de prefeito da polícia. Tinha, então, 40 anos. Agiu com tamanha eficácia, controlou os ânimos das facções com tanta moderação que os partidos opostos se uniram para elegê-lo bispo. Reconhecendo na unanimidade a vontade de Deus, Ambrósio aceitou o cargo, depois de muitas tentativas de recusa. Era ainda catecúmeno. Prepararam-se as cerimônias do batismo. Na semana seguinte, recebeu todas as ordens e foi consagrado bispo a 7 de dezembro de 374.
  Suas exposições sobre o valor da virgindade provocaram um movimento religioso em toda a Itália. Renunciou a seus bens em favor da Igreja e dos pobres, levando vida ascética exemplar. Ele mesmo preparava os catecúmenos para o batismo, iniciava-os nas celebrações pascais, na compreensão dos ritos. Consagrava-se dia e noite aos deveres de seu ministério.

Pio XII apoia-se em Ambrósio na sua Encíclica Sacra Virginitas, de 25 de março de 1954, citando todas as obras do santo sobre o assunto. Sacra virginitas, (a sagrada virgindade, em latim), é o nome de uma Encíclica do Papa Pio XII, de 25 de março de 1954, em que faz o elogio da virgindade consagrada ao serviço de Deus.

Desta Encíclica vamos citar: A castidade não é nociva ao organismo humano.

  Deus deu esse instinto ao homem, por que a Igreja ordena uma lei contraria ao instinto, ainda mais impedindo que se aproveite juventude?
  São muitos que dizem sabedores da "liberdade da luxúria".


  Para argumentar vamos partir dete ponto meramente natural: A opinião de alguns cientistas que sob a orientação do Doutor James Paget, da Universidade de Londres, que após extensivas pesquisas puderam concluir: "A castidade não é nociva nem ao corpo, nem à alma. Sua disciplina é preferível a qualquer outra... Nada é mais funesto à longevidade, nem diminui tão certamente o vigor da vida, nem favorece tanto o esgotamento como a falta de castidade na juventude". (APUD NYSTEN, 1978, p. 342)

   Doutor Lionel Beale, emérito professor de anatomia patológica da Universidade de Londres, ao afirmar: "Não é demais sempre repetir que a abstinência e a pureza mais absolutas são perfeitamente compatíveis com as leis fisiológicas e morais e que a satisfação de certas inclinações não encontra a sua justificativa nem na fisiologia, nem na psicologia, como também nem na moral e nem na religião". (APUD FONSECA, 1929, p. 15)
  Doutor Abel Pacheco (AZEVEDO PIRES, 1950, p. 48) "Afirmar à juventude que a função sexual é de necessidade fisiológica, constitui mentira ignóbil em face da ciência". Assim pois, com o beneplácito da ciência os Papas manifestam a antiga, atual e eterna posição da Igreja, tomada da experiência dos antigos e aplicada nos costumes da Igreja primitiva. 
  Doutor Moreira da FONSECA (1929, p. 12) que inteiramente conforme a Doutrina Católica afirma: "A castidade se impõe ao gênero humano como uma lei natural, visto como Deus não poderia exigir de sua criatura o cumprimento de um dever que fosse contrário à sua natureza".
  Pois, foram celibatários o maior numero de sábios da antiguidade, fato que faz CHATEAUBRIAND (1860, p. 48) afirmar: "A continência no sábio, transforma-se em estudo; e em meditação no solitário. Não há aí homem que lhe não desfrute as vantagens em trabalhos de espírito, por isso que ela é caráter essencial da alma, e força intelectiva".
  
   Ainda há aqueles que ousam dizer que a felicidade esta na luxúria. Logo, o celibatário não é feliz pela continência que deve exercer sobre seus apetites físicos. Pode-se então, responder com Evangelho (Mt 6, 21-23) e a carta de  São Paulo Apóstolo (1Cor 7, 28-40).

 Os prazeres terrenos como os da carne nunca saciará o homen, pois, conforme afirma São Tomás de AQUINO (2004, V, p. 90): "Nunca um bem criado pode saciar o desejo humano de felicidade. Somente Deus o pode saciar e o faz infinitamente".
   Doutor Moreira FONSECA (1929, p. 8 ) observa: "Na fisionomia do jovem casto reina uma santa alegria, o seu olhar tem algo de mais nobre, a sua consciência goza de agradável paz e o seu ideal não rasteja pela terra nem mergulha no lodaçal do vício, mas sim paira em regiões mais elevadas e alcança a esfera dos anjos".
  Evangelho (Mt 6, 21-23) ressalta como a concupiscência dos olhos escurece ou empana o brilho da fisionomia: "O olho é a luz do corpo. Se teu olho é são, todo o teu corpo será iluminado. Se teu olho estiver em mau estado, todo o teu corpo estará nas trevas. Se a luz que está em ti são trevas, quão espessas deverão ser as trevas!"

A castidade não é nociva ao organismo humano
32. Primeiramente, apartam-se do senso comum, a que a Igreja sempre atendeu, aqueles que vêem no instinto sexual a mais importante e mais profunda das tendências humanas, e concluem daí que o homem não o pode coibir durante toda a sua vida sem perigo para o organismo e sem prejuízo do equilíbrio da sua personalidade. 
33. Ora, segundo a acertada observação de santo Tomás, a mais profunda das inclinações naturais é o instinto da conservação: o instinto sexual não vem senão em segundo lugar. Além disso, compete à razão, privilégio singular da nossa natureza, regular essas tendências e instintos profundos e, por meio da direção que lhes dá, enobrecê-los.(39)
34. Infelizmente, depois do pecado de Adão, as faculdades e as paixões do corpo, estando alteradas, não só procuram dominar os sentidos mas até o espírito, obscurecendo a razão e enfraquecendo a vontade. Mas é-nos dada a graça de Cristo, especialmente nos sacramentos, para nos ajudar a manter o nosso corpo em servidão e a viver do espírito (cf. Gl 5, 25;1 Cor 9, 27). A virtude da castidade não exige de nós que nos tornemos insensíveis ao estímulo da concupiscência, mas que o subordinemos à razão e à lei da graça, esforçando-nos, segundo as próprias forças, por seguir o que é mais perfeito na vida humana e cristã.
35. Para conseguir, porém, o domínio perfeito do espírito sobre a vida dos sentidos, não basta abstermo-nos apenas dos atos diretamente contrários à castidade, mas é absolutamente necessário renunciar com generosidade a tudo o que ofende de perto ou de longe esta virtude: poderá então o espírito reinar plenamente no corpo e ver a sua vida espiritual em paz e liberdade. Quem não verá, à luz dos princípios católicos, que a castidade perfeita e a virgindade, bem longe de prejudicarem o desenvolvimento normal do homem e da mulher, os elevam pelo contrário à mais alta nobreza moral?


Epístola

II Timótio 4,1-8
1 Eu te conjuro em presença de Deus e de Jesus Cristo, que há de julgar os vivos e os mortos, por sua aparição e por seu Reino: 2 prega a palavra, insiste oportuna e importunamente, repreende, ameaça, exorta com toda paciência e empenho de instruir. 3 Porque virá tempo em que os homens já não suportarão a sã doutrina da salvação. Levados pelas próprias paixões e pelo prurido de escutar novidades, ajustarão mestres para si. 4 Apartarão os ouvidos da verdade e se atirarão às fábulas. 5 Tu, porém, sê prudente em tudo, paciente nos sofrimentos, cumpre a missão de pregador do Evangelho, consagra-te ao teu ministério. 6 Quanto a mim, estou a ponto de ser imolado e o instante da minha libertação se aproxima. 7 Combati o bom combate, terminei a minha carreira, guardei a fé. 8 Resta-me agora receber a coroa da justiça, que o Senhor, justo Juiz, me dará naquele dia, e não somente a mim, mas a todos aqueles que aguardam com amor a sua aparição. 

Evangelho

São Mateus 5,13-19
13 Vós sois o sal da terra. Se o sal perde o sabor, com que lhe será restituído o sabor? Para nada mais serve senão para ser lançado fora e calcado pelos homens. 14 Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada sobre uma montanha 15 nem se acende uma luz para colocá-la debaixo do alqueire, mas sim para colocá-la sobre o candeeiro, a fim de que brilhe a todos os que estão em casa. 16 Assim, brilhe vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem vosso Pai que está nos céus. 17 Não julgueis que vim abolir a lei ou os profetas. Não vim para os abolir, mas sim para levá-los à perfeição. 18 Pois em verdade vos digo: passará o céu e a terra, antes que desapareça um jota, um traço da lei. 19 Aquele que violar um destes mandamentos, por menor que seja, e ensinar assim aos homens, será declarado o menor no Reino dos céus. Mas aquele que os guardar e os ensinar será declarado grande no Reino dos céus.
 
Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dia Santo Rosário

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Pensamentos de Santa Teresinha

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Mês de Dezembro


 1. Durante os curtos instantes que nos restam, salvemos almas! Sinto que Jesus pede que saciem a sua sede, dando-lhe almas, almas sacerdotais, sobretudo... (Carta a Celina, 14 julho 1889)


2. Sim, oremos pelos sacerdotes, seja-lhes consagrada a nossa vida. (Carta a Celina, 1890)


3. Peço a Deus que todas as orações que se fazem para mim não sirvam para aliviar os meus sofrimentos, mas sim para alcançar a salvação dos pecadores. (Novíssima verba)


4. Ofereçamos nossos sofrimentos a Jesus para salvar as almas. Oh! Vivamos por elas, sejamos apóstolos! (Historia de uma alma, c. IX)


5. Os sacerdotes! Essas almas deveriam ser mais transparentes que o cristal; mas, ai! Sinto que há maus padres, como houve um Judas, sinto que há ministros do Senhor que não são o que deveriam ser. Oremos, pois, e soframos por eles... Compreendeis o brado do meu coração. (Carta a Celina, 1890)


6.Entrei no Carmelo para salvar as almas e orar pelos sacerdotes. (Historia de uma alma, c. VIII)


7. Quando estiverdes tentadas contra alguém, ainda mesmo que este sentimento chegue até á cólera, o meio de recobrar a paz é orar por essa pessoa, pedindo a Deus que a recompense de ser ocasião de vosso sofrimento. (Lembranças)


8. A Santíssima Virgem quis me adotar como sua filha no belo dia de minha Primeira Comunhão e no da minha recepção na Congregação das Filhas de Maria. E não posso duvidar que a graça insigne da minha vocação religiosa, germinou nesses dias felizes em meu coração. (Carta á Madre São Plácido, antiga diretora do Pensionato das Beneditinas de Lisieux. Santa. Teresa d’Enfant Jesus. Mgr. Laveille).


9. Viver para si mesmo, isso torna estéril a alma, devemos voar ás obras de caridade. (Conselhos e lembranças)


10. Oh! Quanto desejaria o oficio de enfermeira! Bem sei que exige muita abnegação, mas parece-me que o exercitaria com tanto amor! Estive enfermo e vós me visitastes. (Conselho e lembranças)


11. Não devo ser obsequiosa para que se diga que o sou, ou com a esperança de que em outra ocasião me prestem também serviços, pois Nosso Senhor disse: Si emprestardes aqueles de quem esperais receber alguma coisa, que premio será o vosso? Os pecadores também emprestam aos pecadores a fim de receber outro tanto. Quanto a vós, porem, empreste sem esperar retribuição e grande será a vossa recompensa.


12. Não devo me afastar das Irmãs que com a maior facilidade costumam pedir favores, pois o Divino Mestre disse: Não te desvies daquele que deseja que lhe emprestes.


13. Quando quero aumentar em meu coração o amor do próximo, ao passo que o demônio busca pôr-me diante dos olhos os defeitos desta ou daquela Irmã, procuro imediatamente descobrir-lhe as virtudes, os bons desejos, refletindo que, si a vi cair em falta uma vez, pode bem ser que tenha alcançado muitas vitorias, que por humildade oculta. Talvez até o que me parece falta, seja ato de virtude pela intenção que a moveu. (Historia de uma alma, c. IX)


14. Não me basta dar a quem me pede, devo ultrapassar os seus desejos, mostrar-me muito penhorada, honrada mesmo de prestar-lhe algum serviço, e, si me tomarem algum objeto de meu uso, devo aparentar felicidade por me ver desembaraçada dele. (Historia d uma alma, c.IX)


15.Ao que quer demandar-te em juízo e tomar a tua túnica, larga-lhe também a capa. – Largar a capa é renunciar aos últimos direitos e considerar-se como servo e escravo dos outros.(Historia de uma alma,c.IX)


16. Sobre tua imortal Igreja vela,
        Rogo-te, a cada instante, com fervor.
       E sou filha, imole-me por ela.
       Vivo de amor!  (Poesias – Viver de amor)


17. Meu céu oculto está nessa  Hóstia pequenina,
        Onde Jesus, meu Deus, se vela por amor.
        Nessa fornalha sempre acho a vida divina
        E noite e dia me ouve o meu doce Senhor.
      Oh! Que instante feliz quando com tua ternura
      Em ti vens transformar-me, ó meu Amado, enfim!
      Essa união de amor, essa inefável doçura
      Eis o céu para mim! (Poesias – “O céu para mim”)


18. A minha loucura é a esperança de voar até vós, ó Jesus, em vossas próprias asas, ó minha Águia adorada! (Historia de uma alma, c.IX)


19.Nutro sempre a mesma confiança verdadeira de me tornar uma grande santa... (Historia de uma alma, c.IV)


20. Em teu Coração, Jesus, eu me oculto.
        Não, não temerei; minha força és tu. (Poesias – Ao Sagrado Coração)


21. O’ meu padre, é verdade, sim, que não formei a minha coroa, mas Jesus a formará. (Palavras ao Superior do Mosteiro, nos últimos dias de vida).


22. Jesus nos quer dar gratuitamente o céu. (Carta á Irmã Maria do Sagrado Coração).


23. Foi a Deus que aprouve pôr em mim coisas que fazem bem á minha alma e que comunica ao próximo; o Espírito de Deus sopra onde quer... (Novíssima verba)


24. Sou a bolinha do Menino Jesus: si lhe apraz quebrar o seu brinquedo, pode fazê-lo, é livre; sim, não quero senão o que ele quer... (Carta á Madre Inez de Jesus)


25. O’ pequeno Menino Jesus! Meu único tesouro! Abandono-me aos teus divinos caprichos, não quero outra alegria senão a de te fazer sorrir... ( De uma oração ao Menino Jesus)


26. Os mais sublimes discursos dos maiores Santos seriam incapazes de fazer jorrar um só ato de amor, sem a graça divina, que move o coração: Jesus só é quem sabe vibrar a sua lira. ( Carta a Celina, 13 de agosto, 1895)


27.Apanhar um alfinete por amor de Deus pode converter uma alma. Só Jesus é quem pode dar valor ás nossas ações. (Carta a Leonia, janeiro de 1895)


28. No céu os meus protetores e os meus prediletos são aqueles que o furtaram como os Santos Inocentes e o bom ladrão. Os grandes Santos conquistaram-no pelas suas obras; eu, ah! Eu pretendo imitar os ladrões, quero adquiri-lo por fraude, uma fraude de amor que me abrirá as suas portas a mim e aos pecadores. O Espírito Santo a isto me anima, dizendo, nos Provérbios: ”O’ Pequenino! Vem, aprende de mim a astucia!” ( Conselhos e lembrança)  


29. “Quando em meu coração bem tenro a chama pura
            Do amor surgiu, tu logo a vieste reclamar,
            Só em ti, Jesus, minha alma achou fartura
            Pois até ao infinito eu precisava amar”. (Poesias: “Um lírio entre os espinhos”)


30. O Todo- poderoso deu-nos um ponto de apoio, que é Ele mesmo, Ele só. (Historia de uma alma, c.X)


31. Oh! Longe de me queixar a Jesus da cruz que nos envia, não posso compreender o amor infinito que o leva a tratar-nos assim... O ano acaba de decorrer foi ótimo, sim, foi precioso para o céu; praza a Jesus que a Ele se assemelhe o próximo. (Carta a Celina, dia 31 de dezembro de 1889).
         A vida passa... A eternidade se aproxima...
             ( Santa Teresinha) 
Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dia Santo Rosário