sexta-feira, 23 de junho de 2017

Qual a Verdadeira devoção a Misericórdia?


A verdadeira Misericórdia é a devoção ao Sagrado Coração de Jesus e Imaculado coração de Maria.
May the Sacred Heart of Jesus in the most Blessed Sacrament be praised and adored and loved with grateful affection, at every moment, in all the tabernacles of the world, even to the end of time. Amen.
Nosso Senhor revelou no dia 27 de dezembro de 1673. Ele próprio Jesus Cristo apareceu a Santa Margarida Maria Alacoque, freira A aparição aconteceu durante uma exposição do Santíssimo Sacramento. Santa Margarida teve a visão de Jesus Cristo mais duas vezes. Nas aparições, o próprio Senhor pediu para que ela divulgasse a devoção a seu Sagrado Coração não tem outra MISERICÓRDIA.
 http://aparicoes.leiame.net/site/assets/files/1030/sagradocoracao-promessas.jpg

  O Sagrado Coração de Jesus apareceu a Santa Margarida Maria Alacoque, jovem religiosa da Ordem da Visitação, para transmitir sua mensagem de MISERICÓRDIA e confiança, expressa no Coração humano e divino do Verbo Encarnado. O Culto ao Sagrado Coração de Jesus obteve, a partir de então, grande impulso e espalhou-se por toda a Igreja.
   Santa Margarida Maria, que recebeu a missão de espalhar pelo mundo a devoção ao Sagrado Coração ofendido pela ingratidão dos homens. Com o livro que já esta na gráfica, em reta final vai esta devoção e entronização do Sagrado Coração Misericordioso e devoção ao Imaculado Coração de Maria; esta devoção foi revelada para irmã Lucia vidente de Fátima.E assim mandou colocar o Imaculado Coração de Maria ao lado Sagrado Coração de Jesus. 

Mãe Maria
Prefacio abaixo deste livrinho por Monsenhor Dom Tomas de Aquino.



Prefácio



  Caro leitor,

  Este livrinho tem por objetivo ajudá-lo na sua vida interior. Todos nós somos convidados por Deus a vivermos como cidadãos do Céu, ou seja, a termos uma vida espiritual a qual se caracteriza por este doce comércio da alma com Deus. Uns dirão que isto não existe. Existe sim e você é chamado a isto, pois Deus é Nosso Pai e quer que tenhamos uma relação filial para com Ele.

  Não perca tempo com a televisão, essa caixa do diabo como a chamou um Bispo francês. Não perca tempo,e talvez sua alma, com inúmeros programas de Internet e WhatsApp. O tempo é o fio com que se tece a eternidade. Aproveite seu tempo para rezar e meditar. A meditação não é só para os religiosos. Meditar é para todos. Nossa Senhora nos pediu quinze minutos de meditação nos primeiros sábados e esta meditação pode e deve ser feita mais do que uma vez por mês.

  Este livrinho não tem outro objetivo senão ajudá-lo a rezar e a meditar no amor infinito de Deus Nosso Senhor por sua alma. Nosso Senhor é verdadeiro Deus e verdadeiro homem. Ele nos amou até a Morte de Cruz. Ele quer nossa salvação. Mas para isto é preciso, de nossa parte , uma correspondência a qual só existirá se nós nos aplicamos a conhecer este amor de Deus por nós. Para conhecer é preciso meditar e o conhecimento nos leva a querer retribuir amor com amor. Eis aí o tudo da vida católica. Conhecer e amar Àquele que tanto nos amou.

  Que Nossa Senhora o ajude e lhe obtenha a graça de fazer bom uso deste livrinho editado para fazer conhecer e amar Seu Divino Filho.



+ Tomás de Aquino

   
 Junto a este livrinho dos Sagrados Corações misericordiosos vai em anexo o livro do Padre Julio Maria Luz nas trevas refutações aos protestantes para comemorar em alto estilo pelas Escravas de Maria tal evento dos 500 anos de Lutero  tal grandiosa festa que o papa Francisco esta comemorando não poderia passar em branco.


Ladainha do Sagrado coração de Jesus

Senhor, tende piedade de nós.
Jesus Cristo, tende piedade de nós.
Senhor, tende piedade de nós.

Jesus Cristo, ouvi-nos.
Jesus Cristo, atendei-nos.

Deus Pai dos Céus,
Deus Filho, Redentor do mundo,
Deus Espírito Santo,
Santíssima Trindade, que sois um só Deus,

Coração de Jesus, Filho do Pai Eterno,
Coração de Jesus, formado pelo Espírito Santo no seio da Virgem Mãe,
Coração de Jesus, unido substancialmente ao Verbo de Deus,
Coração de Jesus, de majestade infinita,
Coração de Jesus, templo santo de Deus,
Coração de Jesus, tabernáculo do Altíssimo,
Coração de Jesus, casa de Deus e porta do céu,
Coração de Jesus, fornalha ardente de caridade,
Coração de Jesus, receptáculo de justiça e de amor,
Coração de Jesus, cheio de bondade e de amor,
Coração de Jesus, abismo de todas as virtudes,
Coração de Jesus, digníssimo de todo o louvor,
Coração de Jesus, rei e centro de todos os corações,
Coração de Jesus, no qual estão os tesouros da sabedoria e da ciência,
Coração de Jesus, no qual habita toda a plenitude da divindade,
Coração de Jesus, no qual o Pai pôs as Suas complacências,
Coração de Jesus, de cuja plenitude todos nós recebemos,
Coração de Jesus, desejo das colinas eternas,
Coração de Jesus, paciente e de muita misericórdia,
Coração de Jesus, rico para todos os que Vos invocam,
Coração de Jesus, fonte de vida e de santidade,
Coração de Jesus, propiciação pelos nossos pecados,
Coração de Jesus, saturado de opróbrios,
Coração de Jesus, esmagado pelos nossos pecados,
Coração de Jesus, feito obediente até a morte,
Coração de Jesus, atravessado pela lança,
Coração de Jesus, fonte de toda a consolação,
Coração de Jesus, nossa vida e ressurreição,
Coração de Jesus, nossa paz e reconciliação,
Coração de Jesus, vítima dos pecadores,
Coração de Jesus, salvação dos que esperam em Vós,
Coração de Jesus, esperança dos que morrem em Vós,
Coração de Jesus, delícia de todos os santos,
Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do
mundo, perdoai-nos, Senhor;
Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, ouvi-nos, Senhor;
Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, tende piedade de nós.

V. Jesus, manso e humilde de coração.
R. Fazei nosso coração semelhante ao Vosso.

Oração

Deus onipotente e eterno, olhai para o Coração de Vosso Filho diletíssimo e para os louvores e as satisfações que ele, em nome dos pecadores, Vos tributa; e aos que imploram a Vossa misericórdia concedei benigno o perdão, em Nome de Vosso mesmo Filho Jesus Cristo, que convosco vive e reina, em união com o Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos. Amém.



Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dia Santo Rosário

Festa do Sagrado Coração de Jesus.

23/06 Sexta-feira
Festa de Primeira Classe 
Paramentos Brancos
  
Na sexta-feira depois da oitava da festa do Corpo de Deus, a Igreja celebra a festa do Sagrado Coração de Jesus. De acordo com os desejos de Nosso Senhor, manifestados a Santa Margarida Maria Alacoque, deve ser dia de reparação, pela ingratidão, frieza, desprezo e sacrilégios que muitas vezes sofreu na Eucaristia, por parte de maus cristãos, e às vezes até por parte de pessoas que se presumem piedosas. Em todas as igrejas se fazem neste dia, solenes atos coletivos de reparação. Para estimular os cristãos e retribuir com amor tantas e tão grandes provas de amor do Divino Coração de Jesus, dedicou à sua veneração, não só a primeira sexta-feira de cada mês, mas também um mês inteiro, o mês de junho.

No dia 16 de junho de 1675, durante uma exposição do Santíssimo Sacramento, Nosso Senhor apareceu a Santa Margarida Maria Alcoque e, descobrindo seu Coração, disse-lhe: “Eis o coração que tanto tem amado aos homens e em recompensa não recebe, da maior parte deles, senão ingratidões pelas irreverências e sacrilégios, friezas e desprezos que tem por Mim neste Sacramento de Amor”.

Quem é devoto do Sagrado Coração de Jesus?

“Tem devoção ao Sagrado Coração de Jesus, quem considera o amor que Jesus Cristo patenteou na sua vida, na morte e no Santíssimo Sacramento, quem considera os afetos, os sofrimentos da alma de Jesus Cristo. É devoto do Sagrado Coração de Jesus, quem ama a Jesus Cristo, imita suas virtudes; quem Lhe faz reparação honorífica dos ultrajes que recebe e tudo isto, para corresponder ao amor que Ele nos vota”.

“O Sagrado Coração de Jesus, na “GRANDE PROMESSA”, concedeu a inestimável graça da perseverança final aos que comungarem na primeira sexta-feira de nove meses seguidos. Pelo que se introduziu o exercício de devoções em honra do Sagrado Coração, na primeira sexta-feira de cada mês. Além da graça prometida, ganha-se uma indulgência plenária (Comunhão, reparação, oração e meditação por algum tempo sobre a infinita bondade do Sagrado Coração). (Pe. Réus: “Orai”)Jesus, portanto, quer que Lhe demos amor e reparação das ofensas contra a Eucaristia, honrando e venerando o seu divino Coração. E como para nos obrigar a isto, fez as seguintes magníficas promessas, em que fala a misericórdia do seu Sagrado Coração:

AS PROMESSAS

<> Dar-lhes-ei todas as graças necessárias ao seu estado.
<> Porei paz em suas famílias.
<> Consolá-los-ei em todas as suas aflições.
<> Serei o seu refúgio na vida e principalmente na morte.
<> Derramarei abundantes bênçãos sobre todas as suas empresas.
<> Os pecadores acharão no meu Coração o manancial e o oceano infinito de misericórdia.
<> As almas tíbias tornar-se-ão fervorosas.
<> As almas fervorosas| altear-se-ão, rapidamente, às eminências da perfeição.
<> Abençoarei as casas, onde se expuser e venerar a imagem do meu Sagrado Coração.
<> Darei aos sacerdotes o dom de abrandarem os corações mais endurecidos.
<> As pessoas que propagarem esta devoção, terão os seus nomes escritos no meu Coração, para nunca dele serem apagados.
<> A GRANDE PROMESSA: Prometo-te, pela excessiva misericórdia e pelo amor todo-poderoso do meu Coração, conceder a todos que comungarem nas primeiras sextas-feiras de nove meses consecutivos, a graça da penitência final, que não morrerão em minha inimizade, nem sem receberem os seus sacramentos, e que o meu Divino Coração lhes será seguro asilo nesta última hora.

Segue abaixo, a ficha de controle para as pessoas que se dispuserem a fazer as Comunhões Reparadoras ao Sagrado Coração de Jesus:

MINHAS COMUNHÕES REPARADORAS:

EU, ___________________________________________________, eu fiz a Comunhão Reparadora nas primeiras sextas-feiras dos seguintes meses:

1. No mês de ____________________ de 20___
2. No mês de ____________________ de 20___
3. No mês de ____________________ de 20___
4. No mês de ___________________ de 20___
5. No mês de ____________________ de 20___
6. No mês de ____________________ de 20___
7. No mês de ____________________ de 20___
8. No mês de ____________________ de 20___
9. No mês de ____________________ de 20___

E PROMETO ao Sagrado Coração de Jesus em levar uma vida digna de católico (a) praticante e fervoroso (a).

MINHA CONSAGRAÇÃO

Divino Salvador que, perseguido pelos inimigos e ferido no Coração pela tibieza de tantos amigos, Vos queixastes a Santa Margarida: “Tenho procurado consoladores e não os tenho encontrado...”.

Aqui estou, Senhor, para Vos consolar: Quero adorar vossa Majestade escondida, quero reparar as ofensas minhas e dos outros, quero amar o vosso amor desprezado e abandonado. Consagro-me inteiramente ao vosso Divino Coração. Sede Vós somente o meu Rei. Ajudai-me, Senhor a difundir nas almas o reino do vosso Coração. Acendei a chama do Vosso Amor no coração dos vossos sacerdotes, para que se tornem apóstolos infatigáveis e portadores das bênçãos do Vosso Divino Coração.

Fazei que compreendam, finalmente, a honra e a obrigação que têm de Vos amar, para que, unidos entre si com os laços da vossa caridade, glorifiquem todos o vosso Divino Coração, que é para nós, fonte de vida e salvação.

“Divino Coração de Jesus reine em meu coração”!

Imaculado Coração de Maria defenda e dilate nele o Reino de vosso Filho. Amém!"

ENTRONIZAI O CORAÇÃO DE JESUS EM VOSSO CORAÇÃO!

Divino Amigo, perseguido pelos inimigos e ferido no Coração pela tibieza de tantos amigos, vos queixastes a Santa Margarida: “Não acho, quem me ofereça um lugar de repouso... quero que teu Coração me sirva de asilo...”, eu quero aliviar vossa queixa e dar ao Vosso Coração o asilo, que tantas almas lhe negam, quando dizem, ao menos com as suas obras: “Não queremos que Ele reine sobre nós”. De minha parte, pelo contrário, só Vós haveis de ser o meu Rei. Vivei em mim que já não quero outra vida senão a vossa, outros interesses senão o da vossa glória esvazia inteiramente meu coração e de par em par vo-lo abro. Entrai Senhor! Dai-me o vosso Coração. Ele será o meu Rei muito amado. A Ele consagro e abandono meus interesses espirituais e temporais, meus sentidos e potências, minha vontade e todo o meu ser. Divino Coração de Jesus reine no meu coração! Imaculado Coração de Maria defenda e dilate nele o Reino de vosso Filho. Amém.

Jaculatórias: Coração Eucarístico de Jesus, Modelo do coração sacerdotal,

Tende piedade de nós! (300 dias)

Enviai Senhor, à vossa Igreja, Santos sacerdotes e fervorosos religiosos! (300 dias)

Ato de Consagração aos Sagrados Coração de Jesus 
e de Maria da Família.

"Sacratíssimos Corações de Jesus e de Maria, a vós me consagro, assim como toda minha família. Consagramos a vós nosso próprio ser, toda nossa vida, tudo o que somos, tudo o que temos, e tudo o que amamos. A vós damos nossos corações e nossas almas. A vós dedicamos nosso lar e nosso país. Conscientes de que, através desta consagração nós, agora, vos prometemos viver cristãmente praticando as virtudes de nossa religião, sem nos envergonharmos de testemunhar a fé.

Ó Sacratíssimos Corações de Jesus e de Maria, aceitai esta humilde oferta de entrega de cada um de nós, através deste ato de consagração.


Leitura da Epístola dos

São Paulo ao Efésios 3, 8-12 e 14-19

8.A mim, o mais insignificante dentre todos os santos, coube-me a graça de anunciar entre os pagãos a inexplorável riqueza de Cristo,9.e a todos manifestar o desígnio salvador de Deus, mistério oculto desde a eternidade em Deus, que tudo criou.10.Assim, de ora em diante, as dominações e as potestades celestes podem conhecer, pela Igreja, a infinita diversidade da sabedoria divina,11.de acordo com o desígnio eterno que Deus realizou em Jesus Cristo, nosso Senhor.12.Pela fé que nele depositamos, temos plena confiança de aproximar-nos junto de Deus. 14. Por esta causa dobro os joelhos em presença do Pai,15.ao qual deve a sua existência toda família no céu e na terra,16.para que vos conceda, segundo seu glorioso tesouro, que sejais poderosamente robustecidos pelo seu Espírito em vista do crescimento do vosso homem interior.17.Que Cristo habite pela fé em vossos corações, arraigados e consolidados na caridade,18.a fim de que possais, com todos os cristãos, compreender qual seja a largura, o comprimento, a altura e a profundidade,19.isto é, conhecer a caridade de Cristo, que desafia todo o conhecimento, e sejais cheios de toda a plenitude de Deus.

Sequência do Santo Evangelho

São João 19, 31-37

31.Os judeus temeram que os corpos ficassem na cruz durante o sábado, porque já era a Preparação e esse sábado era particularmente solene. Rogaram a Pilatos que se lhes quebrassem as pernas e fossem retirados.32.Vieram os soldados e quebraram as pernas do primeiro e do outro, que com ele foram crucificados.33.Chegando, porém, a Jesus, como o vissem já morto, não lhe quebraram as pernas,34.mas um dos soldados abriu-lhe o lado com uma lança e, imediatamente, saiu sangue e água.35.O que foi testemunha desse fato o atesta (e o seu testemunho é digno de fé, e ele sabe que diz a verdade), a fim de que vós creiais.36.Assim se cumpriu a Escritura: Nenhum dos seus ossos será quebrado (Ex 12,46).37.E diz em outra parte a Escritura: Olharão para aquele que transpassaram (Zc 12,10).

Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dia Santo Rosário

Dia 23 de junho dia de São José Cafasso,confessor.

 São José Cafasso nasceu em Castelnuovo d’Asti (hoje Castelnuovo Dom Bosco) em 1811. Uma sua irmã foi mãe de outro santo, São José Alamano, fundador da comunidade dos Padres da Consolata.Desde pequeno José era chamado pelos seus concidadãos de il Santeto, por causa de sua atração para a virtude e coisas santas.Aos 16 anos entrou para o seminário e vestiu por primeira vez a sotaina. Assim o descreve Dom Bosco, que o encontrou nessa idade: “De pequena estatura, olhos brilhantes, ar afável e rosto angelical”.
Providencial encontro com São João Bosco
Dom Bosco o viu na porta da igreja de sua cidade, durante uma quermesse, e impressionado com a aparência do jovem seminarista, quis conversar com ele. Propôs-se então a mostrar-lhe algum dos espetáculos da feira. E narra deste modo o episódio:
“[José Cafasso] fez-me um sinal para eu me aproximar, e começou a perguntar-me minha idade, meus estudos; se havia já recebido a Primeira Comunhão; com que freqüência me confessava; aonde ia ao catecismo, e coisas semelhantes. Fiquei como encantado ante aquela maneira edificante de falar; respondi com gosto a todas as suas perguntas; depois, quase como para agradecer sua afabilidade, repeti meu oferecimento de acompanhá-lo a visitar qualquer espetáculo ou novidade.
 Quem abraça o estado eclesiástico entrega-se ao Senhor, e nada de quanto teve no mundo deve preocupá-lo, mas sim aquilo que pode servir para a glória de Deus e proveito das almas”

José Cafasso era ótimo estudante, e precisou pedir dispensa para ser ordenado mais cedo do que o normal, aos 21 anos de idade, em setembro de 1933. Em vez de aceitar inúmeros convites de paróquias, quis aprofundar seus estudos no Convicto (internato) eclesiástico São Francisco de Assis, de Turim. Nessa espécie de academia eclesiástica ele passou alguns anos de intensa formação intelectual e espiritual, sendo nomeado professor da cátedra de moral. Trabalhou junto ao Cônego Guala, um dos fundadores do estabelecimento e seu reitor. Seu programa era santificar-se cada vez mais e auxiliar os outros para que também se santificassem. Todos admiravam nele esse empenho para em tudo procurar a maior glória de Deus e a santificação própria e dos outros.
Ao morrer o Cônego Guala, José foi aclamado por unanimidade para substituí-lo, e manteve esse cargo durante 12 anos, isto é, até sua morte. Propôs-se como modelos São Francisco de Sales e São Felipe Néri.  Muitos diziam que, na jovialidade e uniformidade de espírito, ele muito se assemelhava a esses santos.

Combate ao jansenismo e ao rigorismo
O Padre Cafasso combateu tenazmente duas filosofias que haviam então penetrado na Itália: uma defendia que só a pessoa muito santa deveria aproximar-se dos sacramentos, principalmente da Eucaristia (jansenismo); e outra se centrava mais na justiça de Deus, quase abstraindo de sua misericórdia, sem procurar ver o equilíbrio existente entre esses dois atributos divinos (rigorismo). O Papa Pio XI, por ocasião do decreto De tuto para a beatificação de José Cafasso,  assinado em 1º de novembro de 1924), afirmou: “Bem depressa logrou Cafasso sentar praça de mestre nas fileiras do jovem clero, inflamado de caridade e radiante de saníssimas idéias, disposto a opor aos males do tempo os oportunos remédios. Contra o jansenismo, levantava um espírito de suave confiança na divina bondade; frente ao rigorismo, colocava uma atitude de justa facilidade e bondade paterna no exercício do ministério; desbancava por fim o regalismo, com uma dignidade soberana e uma consciência respeitosa para com as leis justas e as autoridades legítimas, sem claudicar jamais, antes bem dominado e conduzido pela perfeita observância dos direitos de Deus e das almas, pela devoção inviolável à Santa Sé e ao Pontífice Supremo, e pelo amor filial à Santa Madre Igreja”.
Para contrapor-se ao jansenismo e ao rigorismo, ele apresentava a Religião sob seus mais belos aspectos, concebida como um exercício de amor a um Deus de bondade e misericórdia, que padeceu e morreu para nos salvar. Sem descuidar as verdades essenciais, ele punha o acento naquelas mais belas e acessíveis ao comum dos cristãos, para que praticassem as virtudes. Como se vê, utilizava a tática religiosa preconizada séculos antes por Santo Inácio de Loyola, do adere contra, isto é, agir sempre contra os erros e vícios da época.
Levava seus alunos sacerdotes para visitar os cárceres e os bairros mais pobres da cidade, a fim de despertar neles uma grande sensibilidade para com os deserdados da fortuna.
São João Bosco estava ainda no seminário e não podia prosseguir seus estudos por falta de recursos, o Pe. Cafasso pagou-lhe meia bolsa e obteve dos dirigentes do seminário facilitar-lhe a outra metade, servindo o jovem seminarista como sacristão, remendão e barbeiro. E quando ele se ordenou, custeou-lhe o curso no Convicto para sua pós-graduação.
Depois ajudou-o em seu apostolado com os meninos, e, mesmo quando todos abandonaram Dom Bosco, continuou seu acérrimo defensor. Ajudou-o também na recém-fundada Sociedade Salesiana, sendo considerado pelos salesianos um dos seus maiores benfeitores.
Turim era a capital do Reino da Sabóia e uma cidade em grande desenvolvimento, atraindo toda espécie de aventureiros. Em conseqüência, os cárceres estavam cheios de criminosos de toda ordem, abandonados por todos. Esse foi um dos campos de apostolado preferido por Dom Cafasso. Ele entregava aos prisioneiros roupa, comida, material de asseio e outras coisas. Ia visitá-los, e com paciência e doçura acabava fazendo com que muitos se confessassem e começassem a levar uma vida mais decente. Sua visita semanal era esperada com sofreguidão por aqueles párias da sociedade. Muito diferente dos que hoje pregam os “direitos humanos” dos bandidos, que não buscam a conversão dos mesmos, mas apenas proporcionar-lhes regalias humanas, mantendo-os na mentalidade criminosa.
O maior e mais heróico apostolado exercido por José Cafasso era com os condenados à morte. Quando um criminoso recebia a sentença de morte, o sacerdote preparava-o nos dias que a antecediam, para converter-se e confessar-se, e depois o acompanhava até o lugar do suplício, incutindo-lhe religiosos sentimentos. De 68 condenados que ele acompanhou assim até o derradeiro suplício, nenhum morreu sem confessar-se e mostrar-se verdadeiramente arrependido.
Quando o criminoso ouvia a pena de morte, geralmente exclamava: “Que o Padre Cafasso esteja a meu lado na hora da morte, é o meu último desejo”. Chamavam-no mesmo de outras cidades, para esse benemérito apostolado. Hoje em dia, onde estão os criminosos que pedem assistência espiritual e os bons sacerdotes que queiram dá-la? Como decaímos!
Certo dia o Pe. Cafasso levou Dom Bosco, ainda jovem sacerdote, em uma dessas visitas. Este, só ao ver a forca, caiu desmaiado... O que mostra o domínio que Dom Cafasso deveria ter sobre si mesmo para familiarizar-se com tão difícil apostolado. Mas então tratava-se de salvar uma alma no último momento, e isso bastava para dar-lhe forças.
Um dom que José Cafasso recebeu em alto grau foi o da prudência. À sua porta batiam desde altos eclesiásticos até gente miúda do povinho, à procura de um conselho para resolver situações delicadas. E ele sempre tinha a palavra exata, o conselho certo, a solução definitiva.
Outras qualidades que nele sobressaíam de maneira especial eram sua tranqüilidade imutável e exemplar paciência. No rosto, tinha sempre um sorriso amável para atender as pessoas. Como ele era muito baixo, diziam: “É pequeno de corpo, mas um gigante no espírito”.
A devoção do Padre Cafasso à Santíssima Virgem era fora do comum. Ele a nutria desde pequeno e falava d’Ela com entusiasmo. Dedicava os sábados em sua honra, e não havia o que se lhe pedisse num desses dias ou em alguma festa de Nossa Senhora, que ele não atendesse.
Ele dizia constantemente que tinha três amores: a Jesus Sacramentado, à Santíssima Virgem e ao Papa. Esta afirmação era tanto mais importante numa época em que o Papa estava sendo despojado dos Estados Pontifícios.
Num de seus sermões sobre Nossa Senhora, Dom José Cafasso exclamou arrebatado: “Que feliz dita a de morrer num sábado, dia da Virgem, para ser levado por Ela ao Céu!”. Realmente, essa foi a graça que ele obteve, falecendo no sábado, 23 de junho de 1860, aos 49 anos de idade.
José Cafasso foi beatificado por Pio XI em 3 de maio de 1925, e canonizado por Pio XII em 22 de junho de 1947.

 Vigília de São João Batista

Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dia Santo Rosário